Queremos saber
Esta música da Cassia Eller pra mim tem tudo a ver com educação e o momento que tenho vivido… fala sobre a educação e a emancipação do homem…
O frio na barriga do primeiro dia… como será? Será que vamos conseguir? Os olhares atentos de ambos os lados, se conhecendo…. só observando… como num “primeiro encontro”… o início é sempre assim… o frio na barriga tem que estar ali… senão fica chato fica impessoal… fica sem emoção…
É como música, no começo ouvimos com nossos sentidos, não sabemos a letra, nem sequer o refrão, então usamos aquilo que temos… nossos sentidos, nossos sentimentos e nossas emoções…
Depois vem o grande desafio… ensinar a ler e a escrever… passado o momento dos primeiros encontros vem a responsabilidade… mergulhar em nossos referenciais teóricos e nos assumirmos frente a eles, colocar a metodologia em prática, afinar a didática a cada dia… diagnosticar sempre… ficar atento às dificuldades… perceber os avanços… enfim, mergulhar no mundo mágico da educação… e fazer tudo isso com muito amor…
Acho que aqui caberia um parênteses… não é um amor somente de doação… é um amor de respeito aqueles cidadãos… pessoas que tem direitos… e querem aprender… pessoas que precisam de autonomia e não de doações… é a teoria da dádiva: dar, receber e retribuir…
Os dois primeiros dias se foram e com eles a sensação de ter feito a escolha certa, apesar de todo o medo, de todas as dificuldades, a música e a sintonia simplesmente aconteceram… agora é tocar o barco ao mar… porque apesar do cais ser mais seguro… barcos foram feitos para navegar…
Agradeço a cada um que participou e continua participando de minha formação como alfabetizadora… vocês foram fonte de inspiração para mim… me ensinaram muito e, hoje, nos momentos em que estive lá em Santa Maria, nas aulas, me lembro das aprendizagens do CFA, dos encontros pedagógicos, do nosso curso de harmonização da UNB, dos diálogos estabelecidos entre amigos que estão juntos nesta viagem… obrigada a todos… continuo contando com todos…
E vou em frente… pessoas querendo saber me esperam… e eu querendo aprender estou feliz por poder compartilhar com eles meus saberes… para que no fim sejamos pessoas melhores… numa troca bela de saber, que Paulo Freire soube tão bem escrever em seus livros…
Boa viagem a todos nós!!!
Sobre aprendizagens
Penso sobre o que faço e vejo o quanto eu quero o reconhecimento, será que fui bem naquela reunião, será que convenci às pessoas que ali estavam… coisa mais ridícula depois penso… isso não altera em nada aquilo que sou… se estou ali, ´meu objetivo talvez seja encontrar uma solução melhor para determinado problema, e não empavoar o local com minhas elocubrações…
O pior é que quando mais eu vivo, mais eu vejo que não sou só eu que sou assim, pequena assim, mas muitos e muitos, parece que tá no nosso DNA…
Mas quando vejo os vídeos do Paulo Freire, fico com alguma esperança, por mim e por aqueles que vi agirem assim, desse jeitim… Ele tinha uma fala calma, mansa, contagiante, mas não queria ter razão queria que as pessoas compartilhassem as ideias e que os seres fossem sujeitos de suas próprias escolhas, sem que alguem viesse com a certeza de verdades e lhes determinasse sobre o que fazer… ele não queria determinar, queria empoderar as pessoas…
Quero ser educadora… e ser um tiquinho assim como ele… na humildade, na ética do ser humano e na convicção da utopia de um mundo melhor…
Despedida
Adeus meu querido primo… adeus no plano físico… porque vc estará sempre em nossos corações…
Perder uma pessoa querida é muito difícil, nunca sabemos quando isso vai acontecer, se soubessemos acho que não poderiamos mais viver… a dor seria muito maior… como diria Renato Russo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se vc para pra pensar, na verdade não há…”
A dor sai do plano espiritual, vira física, doi a carne… ficamos destruidos… queremos fugir e fingir que é mentira… não é com a gente que está acontecendo… mas não dá… então choro… choro e choro… é o único jeito de dar algum alívio à dor que invade…
A raiva é outro sentimento que toma conta da gente… devia ser proibido a morte aos 28 anos de idade em pleno dia dos pais e duas crianças com os presentes pronots que nunca serão entregues… isso não poderia acontecer…
Mas aconteceu… ele se foi e nós ficamos com a dor e a saudade, sei que ele está num lugar bom, era uma pessoa muito especial… vai com os anjos… vai em paz…
O que sobra depois que a raiva passa, já que a dor nunca passará, é a necessidade da urgência da vida… do que precisamos fazer as coisas que nela acreditamos… não fico com medo, fico com mais vontade de viver… viver mais com qualidade, viver aquilo que é realmente importante para nós e não para os outros… viver com as pessoas que amamos… querer gerar novas vidas… viver o sonho e a utopia…
Olhar e reavaliar nossos valores, nossos sonhos, nossos sentimentos, nossa família, nosso coração…
Reavaliar a vida para que no dia em que partirmos possamos ir felizes, ir com Deus, ir com os anjos… e deixar saudades…
Olê olê olê olá, Senna, Senna…
Faz muito tempo que não escrevo aqui. Acho que estava ( sem eu mesmo saber ) procurando escrever algo que realmente mexesse comigo, creio que chegou a hora.
Ontem aluguei o documentário sobre o mito Ayrton Senna, tri mundial na F-1. O documentário relata a história de maneira bem seimples e tradicional. Em ordem cronológica e com depoimentos de pessoas que fizeram parte da vida de Senna ( as pessoas não aparecem, só imagens de Senna enquanto elas falam ). Simples e genial, como era Ayrton.
Me lembro quando o Senna morreu. Assistia à corrida ao vivo com meu pai e meu irmão, e meu pai adorava fazer aquela brincadeirinha de humor negro: toda vez que algum piloto batia, não importa qual tipo de batida ele falava: Ih, morreu!
Na batida de Senna não foi diferente, mas na hora que vimos que o negócio era sério, a brincadeira acabou. Eu sempre fui metido a rebelde, do contra, e na F-1 não era diferente. No duelo Senna x Piquet eu sempre fui mais Piquet. Achava-o mais irreverente, desbocado, falava o que queria, já o Senna era mais coxinha, mais almofadinha.
Soubemos da confirmação da morte enquanto enquanto almoçávamos numa cantina italiana. Quando o garçom falou não esbocei nenhuma reação. Continuei comendo meu espaguete. Ao chegarmos em casa ligamos no Fantástico e lá estava a abertura do programa com imagens de Ayrton. Caí num choro descontrolado, meu irmão mais novo achou que eu estava encenando, e tirou minhas mãos do rosto, ao ver que eu chorava de verdade chorou loucamente também.
Ontem revendo as conquistas de Senna no filme senti novamente o quão ele era importante num país que vivia das alegrias do esporte. No futebol, vivíamos umas fila de 24 anos sem vencer a Copa, e nos outros esportes ninguém dava a emoção que Ayrton nos trazia nas manhãs de domingo.
Ontem, chorei de novo. Não foi aquele choro descontrolado, mas aquele que as lágrimas caem quase involuntariamente, sem piscar, sem soluçar, só lágrimas. Chorei ao rever a emoção de Senna - que berrava desvairadamente - ao vencer o GP do Brasil em 91, só com a sexta marcha. Não consegui se mexer ao fim da prova, só teve forças pra levantar o troféu.
Chorei novamente ao rever sua morte ( que não canso de me indignar e ter certeza que poderia ser evitada, que aquela corrida não deveria acontecer! ) a tristeza do mundo da F-1 e a comoção no Brasil na chegada de seu corpo. O Brasil foi às ruas para reverenciar Ayrton Senna, um cara que corria pra vencer pelo Brasil, não pela grana, não pela vaidade. Ayrton só queria ganhar, nada mais.
Uma mulher fala: no Brasil a gente só tem corrupção, pobreza e alegria. Agora a alegria se foi… E dá-lhe lágrimas.
Concluí que Ayrton foi o maior ídolo do Brasil. Não tem pra Pelé, nem pra ninguém. Não sei se isso tem a ver com sua morte prematura ( aos 34 anos ), - talvez - mas nenhum atleta pode ser comparado à Senna e a admiração que ele sempre terá dos brasileiros.
Os esportistas, em nosso imaginário, são os nossos super-heróis da vida real, os X-Men que tem super poderes com a bola, com a raquete ou ao volante. E Senna foi o mais poderoso de todos, o mais amado tabém.
Não sei se a vida adulta me fez perder o encanto pelos esportistas, mas nem de longe temos atletas como, um dia, foi o Senna. Hoje eles querem sim ganhar, mas primeiro o dinheiro, ver o lado deles, querem ser amados, mas entram pela por dos fundos, para não serem “incomodados” pelos “fãs”. Os atletas querem a torcida bem longe, lá na arquibancada. Nada de torcedor erguendo os ídolos nos ombros como foi com Senna em sua vitória no GP Brasil de 93. Talvez esses novos “ídolos” realmente não mereçam ser erguidos nos ombros por ninguém.
Ole ole ole ola, Senna, Senna,
Felipe
PS: Pra fazer justiça, quem sabe nossas seleçoes de vôlei e Cielo, façam jus aos aplausos da torcida.
Querido controle da TV, Pare de se esconder em buracos alienigenas.
Querido dedinho do pé, decida de qual gosta mais: Canto do sofá, canto da parede, canto da cama, canto da porta…
Querida acne, você poderia escolher outro dia pra aparecer? algum dia que eu não tenha uma festa pra ir.
Olá, TV, poderia parar de ficar aumentando o seu volume sozinha espirituosamente na medida que vai ficando mais tarde e escuro ?
Sonho e realidade
Eu aqui com meus pensamentos… tentando não deixar que o mundo irreal me leve para onde não quero ir… sonhando com ventos que me tragam alegria… há de se ter muita fé….
Sonhos são importantes, não aqueles que sonhamos, mas aqueles que escolhemos sonhar… nao devemos tomá-los como certezas, mas como bússolas que nos indiquem um norte a seguir??????????????????????????????????????

Fui educada para ser feliz, mas houve um equivoco, aquilo que me ensinaram sobre a felicidade estar em ser feliz constantemente e a cada momento não é factível para mim, eu me ensinei em meu percurso no mundo que sentir as tristezas e alegrias, permitir vivê-las sempre, ainda que sejam tristezas é o que realmente me faz feliz…
Os momentos que vivemos são únicos e aos poucos, vão nos dizendo o caminho a seguir, são colcha colorida de retalho, ela já existia nos sonhos, mas cores novas nos fazem mudar cores antigas da colcha que sonhamos inicialmente, e ai vamos nós, nesta nave louca que é a vida…
As vezes sorrir é expressar a tristeza e chorar dá uma felicidade imensa… é contraditório e diferente do projeto desenhado para mim… mas é real e muito real…
Tirar os pés do chão também faz parte… assim como ser verdadeira comigo mesma… transforma meu sonho em realidade…
” ‘Fiquei ali parado, procurando alguma coisa que não estava, nem esteve ou estaria jamais ali’ - Caio Fernando Abreu” - Terraço da Usina do Gasômetro em Porto Alegre
Pura inspiração poética… muito lindo!
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